Na oncologia, o faturamento de um medicamento depende de uma conta que parece simples: quanto foi prescrito, quanto foi preparado, quanto foi aplicado e quanto pode ser cobrado. Na prática, essa conta envolve unidades diferentes, apresentações comerciais que raramente coincidem com a dose e regras que variam por contrato.
Dose, apresentação e fracionamento
- Dose prescrita: geralmente definida em miligramas, muitas vezes calculada a partir do peso ou da superfície corporal do paciente.
- Apresentação comercial: a forma em que o medicamento é vendido, como frascos-ampola com uma quantidade fixa de miligramas.
- Fracionamento: o uso de parte de uma apresentação para compor a dose, com possível sobra.
Um exemplo ilustrativo
Imagine uma dose prescrita de 150 mg de um medicamento vendido em frascos de 100 mg. São necessários dois frascos, e sobram 50 mg. O que pode ser cobrado depende do contrato:
| Regra contratual | O que se cobra |
|---|---|
| Cobrança pela dose administrada | 150 mg |
| Cobrança pela apresentação utilizada | 2 frascos (200 mg) |
| Aproveitamento de sobra entre pacientes | Conforme regra de fracionamento e estabilidade definidas |
Valores fictícios, apenas para ilustrar o raciocínio.
Aplicar a regra errada leva a dois problemas opostos: cobrar a mais gera glosa técnica; cobrar a menos gera subfaturamento.
Erros frequentes
- Confusão de unidades: caixa, frasco, ampola e miligrama tratados como equivalentes no lançamento.
- Apresentação divergente da autorizada: a guia autoriza uma apresentação e a farmácia dispensa outra.
- Regra de fracionamento do convênio ignorada: cada operadora pode ter uma regra diferente para sobras.
- Arredondamento indevido: doses arredondadas sem respaldo na prescrição.
- Código TUSS incompatível com a apresentação: o código lançado não corresponde ao que foi usado.
Por que o erro custa tanto
Quimioterápicos e imunobiológicos têm alto custo unitário. Um erro de conversão em um único frasco pode representar um valor maior do que dezenas de itens comuns de uma conta. É por isso que a oncologia costuma ser o melhor ponto de partida para a validação na origem.
Como prevenir
A validação de item confere princípio ativo, apresentação, via de administração e regra de fracionamento no cadastro; a validação financeira compara a dose administrada com o valor. Saiba mais sobre o Koramed para oncologia e infusão.